sábado, 3 de novembro de 2012



Que me desculpem aqueles que não sabem amar mas, não consigo escrever sobre outra coisa se não o amor. Mentiria se dissesse que sempre sinto os sentimentos que escrevo mas, a magia de escrever é essa. É ser tão amante do amor que posso escrever sobre ele mesmo quando a situação de minhas personagens não  sejam uma projeção de minha vida pessoal.
 Aprecio. Observo. Absorvo. Sinto-o só de olhar outro alguém senti-lo. Sonho com a possibilidade de fazer você, leitor, senti-lo mesmo que por um instante. Enquanto vive a vida dessas pessoas que vivem em minha imaginação. Desses apaixonados que querem te contar uma história de amor. Talvez, das mais improváveis, talvez, tão próxima a sua realidade. Seja como for, quero dividi-los com você. Dividir esse meu título de "eterna apaixonada" e esse sentimento de amar ao ver o amor. Afinal, uma dose deste sempre cai bem.
 Sim, atendo por esse título. Eterna apaixonada. Por tudo e por todos. Sem dúvida, tenho um sério caso de amor com a alegria mas, sempre a traio com o drama. Penso que é impossível amar sem um turbilhão de diferentes emoções.E quanto mais dramático e intenso, melhor o amor. Me prende. Me fascina. Os sorrisos bobos, as mãos suadas, as pernas trêmulas. A saudade instantânea, o cantarolar distraído, as lágrimas por não conseguir se conter. As brigas barulhentas e os beijinhos de paz. Os "eu te amo" ditos e os não ditos. Todas essas coisas que quem ama trás na mala.
 E por todos esses motivos, sempre que vejo a página em branco, pronta pra ser preenchida com letrinhas e sentimentos, penso no amor. E sempre vou dar mais e mais chances a ele. Na verdade, ele que sempre me dá mais uma chance. De fugir do óbvio, de admirar o raro, de amar até os desamores. Uma chance de sair da rotina e da realidade, sim, de sair. Sair dançando, voando, cantarolando pelos quatro ventos. Com um sorriso que conta pra quem souber me ler que enquanto houver sol, haverá amor. E enquanto houver amor, eu o usarei como um óculos cuja lente faz com que eu veja tudo mais colorido, mais poético, mais musical. Afinal, já dizia Quintana: "Tão bom morrer de amor e continuar vivendo..."

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